Guia · Curitiba

8 sinais de que está na hora de trocar de agência.

Os sinais para decidir e o passo a passo para sair sem perder Meta, Google Ads, GA4 e domínio. Com tabela de ativos e checklist de transição.

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Hora de sair8 sinais
Resposta rápida

Está na hora de trocar de agência de marketing quando o relatório não chega ou não explica nada, ninguém sabe dizer quanto custa um cliente, as contas de anúncio estão no nome da agência, nada é testado há meses e você vira quem puxa as ideias. Antes de sair, garanta contas, dados e domínio no nome da sua empresa.

Trocar de agência dá trabalho. Normalmente a decisão vem depois de meses de desconforto: relatório que atrasa, reunião que vira desculpa, a sensação de pagar sem saber pelo quê. Em Curitiba, da indústria da CIC ao comércio do Portão, essa conversa ficou comum.

Somos o Grupo Akae, agência em Curitiba, e recebemos com frequência empresas vindas de outra parceria. O que mais dói nessas chegadas é descobrir que a conta de anúncios, o pixel ou até o domínio estão no nome da agência anterior. Este guia tem duas partes: os 8 sinais para decidir, e o passo a passo para sair sem perder nada.

O que significa trocar de agência (e quando não é o caso)

Trocar de agência de marketing é encerrar a prestação de serviço com um fornecedor e transferir para outro (ou para um time interno) a operação de conteúdo, anúncios, site e dados, sem interromper as campanhas e sem perder o histórico.

Uma honestidade: às vezes o problema não é a agência. Se você não aprova conteúdo, não responde leads ou muda de objetivo todo mês, qualquer agência vai patinar. Se o problema é estrutural, como precisar de alguém dedicado todo dia, talvez a pergunta seja outra, e a gente discute em agência ou equipe interna.

Mas se você se reconhece em três ou mais sinais abaixo, a conversa é séria.

Os 8 sinais de que está na hora de trocar de agência

1. O relatório não chega, ou chega e não diz nada

Relatório é prestação de contas. Se ele só aparece quando você cobra, ou chega como print de painel sem dizer o que foi testado, o que funcionou e o que vai mudar, você não está sendo informado. Está sendo distraído.

O que deveria acontecer: relatório com data fixa, investimento, custo por resultado, comparação com o mês anterior e próximos passos, mais uma conversa para discutir.

2. Ninguém sabe o número

Pergunte para a agência: quanto custa, em média, um orçamento que chega pelo anúncio? E quantos desses viram venda? Se ninguém sabe, ou cada um responde uma coisa, o marketing está rodando no escuro. A culpa pode ser dividida com o comercial, mas propor como medir é papel da agência.

O que deveria acontecer: conversões configuradas nas plataformas e no Google Analytics 4, origem do lead registrada e uma rotina com o seu comercial para cruzar dados. Se o anúncio gera clique e não gera venda, leia por que os anúncios não vendem.

3. As contas de anúncio, o portfólio da Meta ou o domínio estão no nome da agência

Esse é o sinal mais grave, porque é risco. Se a conta de anúncios foi criada dentro do portfólio empresarial da agência, se o pixel é dela, se o GA4 está numa conta dela, ou se o domínio do seu site foi registrado no CNPJ dela, a sua empresa não é dona do próprio histórico.

As plataformas foram feitas para que a agência trabalhe nos ativos do cliente, não o contrário. Na Meta, a empresa pode dar acesso de parceiro aos ativos do seu portfólio empresarial. No Google Ads, a agência usa uma conta de administrador (MCC) vinculada à sua, e a própria Ajuda do Google Ads afirma que, mesmo quando a agência tem a “propriedade” de gerenciamento, “a conta de cliente continua dona dos seus dados”.

O que deveria acontecer: sua empresa como dona e administradora de tudo, a agência como parceira ou usuária.

Sua empresa como dona e administradora de tudo. A agência como parceira ou usuária.

4. As mesmas campanhas e os mesmos criativos rodam há meses

Anúncio cansa. Se você abre a conta e vê as mesmas campanhas, os mesmos públicos e as mesmas artes de meses atrás, sem nenhum teste registrado, ninguém está otimizando. Está só deixando rodar.

O que deveria acontecer: rotina de testes (criativo, oferta, público, página de destino) com hipótese e resultado anotados.

5. O atendimento troca toda hora e você explica seu negócio de novo

Terceira pessoa no ano cuidando da sua conta, e cada uma pergunta de novo quem é seu cliente. Rotatividade alta é perda de contexto.

O que deveria acontecer: pessoa fixa responsável, documentação do seu negócio, e passagem de bastão organizada quando alguém sai.

6. Quem puxa as ideias é você

Você manda a campanha do concorrente, sugere a data comemorativa, lembra da Black Friday. Se a agência só executa o que você pede, ela é uma produtora, e você está pagando por estratégia que não recebe.

O que deveria acontecer: calendário proposto pela agência com antecedência, ideias com justificativa e leitura do seu mercado.

7. Desculpa no lugar de diagnóstico

“O algoritmo mudou.” “O mercado está difícil.” Às vezes é verdade. Mas quando a explicação é sempre externa e nunca vem acompanhada de um plano, você está ouvindo desculpa.

O que deveria acontecer: diagnóstico com dados (“o custo por lead subiu porque o criativo X saturou, vamos trocar por Y e Z”) e plano com prazo.

8. O que sobe no relatório não conversa com o que entra no caixa

Seguidores subindo e vendas paradas. Se a agência comemora número que não se conecta com venda, orçamento ou cadastro, os objetivos estão desalinhados.

O que deveria acontecer: metas ligadas ao negócio, combinadas por escrito, como a gente detalha em como devem ser os primeiros 90 dias com uma agência.

Antes de romper: a conversa franca

Se a parceria tem histórico bom, vale uma última conversa: leve os sinais por escrito e peça um plano com prazo de 30 dias. Se decidir sair, releia o contrato (aviso prévio, multa, entrega de arquivos e acessos) e não avise a agência antes de saber o que você tem de acesso. A ordem importa.

Como fazer a transição sem perder dados

A regra de ouro: primeiro garanta seus acessos, depois avise, depois remova.

Meta (portfólio empresarial, antigo Business Manager)

  1. Confira se a sua empresa tem um portfólio empresarial próprio, com pelo menos duas pessoas da sua equipe como administradoras.
  2. Verifique em qual portfólio estão a página do Facebook, o perfil do Instagram, a conta de anúncios, o pixel (conjunto de dados) e os catálogos. Em Configurações do negócio, os ativos aparecem como “próprios” ou “compartilhados por parceiro”.
  3. Se os ativos são seus e a agência entrou como parceira, basta dar acesso de parceiro à nova agência e depois remover a antiga.
  4. Se a página está no portfólio da agência, peça formalmente que ela remova a página do portfólio dela, para que você possa adicioná-la ao seu, conforme a ajuda da Meta sobre adicionar uma página ao portfólio empresarial.
  5. Se a conta de anúncios ou o pixel foram criados no portfólio da agência, mover a propriedade não é simples. Em muitos casos o caminho é criar conta e pixel novos no seu portfólio, recriar as campanhas e pedir à agência antiga a exportação de relatórios, públicos e criativos. Faça isso antes da saída, para não ficar dias sem anunciar.

Google Ads

  1. Entre em Administrador, Acesso e segurança, e veja quem tem acesso. A Ajuda do Google Ads descreve os níveis: só e-mail, somente leitura, faturamento, padrão e administrador. Só administradores dão e removem acessos.
  2. Garanta que um e-mail da sua empresa (não pessoal, não da agência) seja administrador. O próprio Google alerta que ter um único administrador é risco de perder acesso se essa pessoa ficar indisponível.
  3. Confira a aba de contas de administrador (MCC) vinculadas. Usuários da conta do cliente sempre podem desvincular um administrador, segundo a página sobre propriedade de contas de cliente.
  4. Antes de desvincular, leia o que acontece. Conforme a Ajuda sobre desvinculação, a conta mantém o histórico de campanhas, mas listas de remarketing compartilhadas pela MCC param de ser alimentadas, a tag de conversão entre contas da agência para de registrar novas conversões, e se o faturamento mensal estiver na MCC da agência, os anúncios param de rodar até o faturamento ser reconfigurado.
  5. Recrie conversões e listas na sua conta, ajuste o faturamento para o cartão ou boleto da sua empresa, e só então desvincule.

Google Analytics 4 e Tag Manager

  1. No GA4, verifique em qual conta está a propriedade do seu site. Só o papel de Administrador gerencia usuários, conforme a Ajuda do Google Analytics.
  2. Se a propriedade está numa conta da agência, é possível movê-la para uma conta sua. Para isso, segundo a Ajuda do GA4 sobre mover propriedades, quem faz a mudança precisa dos papéis de Administrador e Editor nas contas de origem e de destino. Combine com a agência antiga para executar juntos.
  3. No Google Tag Manager, confira quem é Administrador da conta e quem tem permissão de Publicar no contêiner. A Ajuda do Tag Manager diferencia Ler, Editar, Aprovar e Publicar. Sua empresa precisa ser Administradora, e a agência nova recebe só o que precisa.

Domínio, site e e-mail

  1. Consulte no Registro.br quem é o titular do seu domínio .com.br. Se for o CNPJ da agência ou o CPF de alguém de lá, peça a transferência de titularidade para o CNPJ da sua empresa.
  2. Verifique onde o site está hospedado e quem paga. Peça acesso administrativo ao painel da hospedagem e ao painel do site (WordPress ou outro).
  3. Cuidado com o DNS: uma mudança errada derruba o e-mail corporativo.

Dados de leads, arquivos e criativos

Pela Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/2018), a sua empresa é a controladora dos dados de clientes e leads, e a agência atua como operadora, tratando os dados em seu nome. Peça a exportação das listas de leads, formulários, públicos personalizados e histórico de CRM, se a agência operava algum. Peça também os arquivos abertos dos criativos previstos no contrato.

Tabela: quem deve ser dono de cada ativo

AtivoQuem deve ser donoPapel da agência
Página do Facebook e perfil do InstagramPortfólio empresarial da sua empresaParceira
Conta de anúncios da MetaPortfólio empresarial da sua empresaParceira
Pixel (conjunto de dados) e catálogosPortfólio empresarial da sua empresaParceira
Conta do Google AdsSua empresa, com e-mail da empresa como administradorUsuária ou MCC vinculada
Faturamento das plataformasCartão ou boleto da sua empresaNenhum
Propriedade do GA4Conta do Google Analytics da sua empresaUsuária
Google Tag ManagerSua empresa como AdministradoraSó a permissão necessária
Domínio (.com.br)CNPJ da sua empresa no Registro.brNenhum
Hospedagem e painel do siteSua empresaAcesso administrativo combinado
Leads, públicos e arquivos abertosSua empresa (controladora, pela LGPD)Operadora

Checklist de transição

Antes de avisar a agência atual

  • Reli o contrato: aviso prévio, multa e cláusula de entrega
  • Tenho portfólio empresarial na Meta com dois administradores da minha equipe
  • Sei em qual portfólio estão página, Instagram, conta de anúncios, pixel e catálogo
  • Sou administrador do Google Ads com e-mail da empresa
  • Sei onde está a propriedade do GA4 e quem administra o Tag Manager
  • Consultei o titular do domínio no Registro.br e tenho acesso à hospedagem

Durante o aviso prévio

  • Pedi por escrito a exportação de leads, públicos, relatórios e criativos abertos
  • Dei à nova agência só o acesso necessário
  • Recriei conversões e listas e ajustei o faturamento para a minha empresa
  • Iniciei transferências de domínio ou de propriedade do GA4, se necessário

Depois da saída

  • Removi a agência antiga de todas as contas e troquei senhas compartilhadas
  • Conferi se campanhas e conversões continuam funcionando

Erros comuns na troca de agência

  1. Avisar antes de garantir os acessos. A relação esfria e tudo fica mais lento.
  2. Desvincular o Google Ads sem olhar o faturamento. Se o pagamento estava na MCC da agência, os anúncios param.
  3. Esquecer o pixel e o domínio. Um leva o histórico de conversões, o outro leva site e e-mail junto.
  4. Trocar tudo de uma vez. Mantenha rodando o que funciona enquanto a nova agência entende a conta.
  5. Contratar a próxima sem as perguntas certas. Use a lista de 12 perguntas antes de contratar uma agência.

Perguntas frequentes

Quanto tempo leva para trocar de agência de marketing?

Com os acessos em ordem, a transição costuma caber no período de aviso prévio, normalmente 30 dias. Quando há conta de anúncios, pixel ou domínio no nome da agência, pode levar mais tempo, porque envolve recriar ativos ou pedir transferências.

Vou perder o histórico das campanhas se trocar de agência?

No Google Ads, a conta mantém o histórico de campanhas mesmo depois de desvincular a MCC da agência. Na Meta, o histórico fica com a conta de anúncios, então o risco existe quando ela foi criada no portfólio da agência.

A agência pode se recusar a devolver minhas contas?

Se as contas foram criadas no seu nome, você pode remover a agência a qualquer momento. Se estão no nome dela, a devolução depende de acordo e do contrato. Por isso vale formalizar o pedido por escrito e, em casos de impasse, buscar orientação jurídica.

O que é a MCC no Google Ads?

MCC é a conta de administrador do Google Ads, usada por agências para gerenciar várias contas de clientes num só lugar. A conta do cliente continua dona dos seus dados e pode desvincular a MCC quando quiser.

Posso trocar de agência no meio de uma campanha?

Pode, mas planeje. O ideal é manter as campanhas que estão performando rodando durante a transição e fazer a troca em um período de menor movimento, longe de datas como Black Friday ou Dia das Mães, se o seu negócio depende delas.

Fale com a Akae

Se você reconheceu mais de um sinal, a gente pode fazer o inventário de acessos junto com você, sem compromisso.

Quando a gente assume uma conta, tudo fica no nome do cliente, e é assim que trabalhamos na gestão de tráfego pago. Chama pelo contato ou passa no estúdio, na Rua Alberto Folloni, sala 7, no Ahú, para um café.

Humanidade que performa.

Sobre a autora

Ana, cofundadora do Grupo Akae, agência full service em Curitiba. Cuida da área de anúncios e de como a verba dos clientes vira resultado medido.

Fontes e referências

Vamos fazer o inventário de acessos juntos.

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