O custo de uma agência de marketing depende do escopo, do número de canais, da senioridade do time e do modelo de cobrança (fee mensal, projeto, hora ou percentual de mídia). Não existe tabela oficial obrigatória no Brasil. E o valor da agência é sempre separado da verba de anúncios, que vai direto para Google e Meta.
Essa é a pergunta que mais chega para a gente em Curitiba, e quase sempre vem acompanhada de outra: “por que uma agência cobrou o triplo da outra para fazer a mesma coisa?”. A resposta curta é que quase nunca é a mesma coisa.
Neste guia a gente explica, sem rodeio, como o preço de uma agência é formado, quais modelos de cobrança existem e o que você precisa olhar numa proposta. Uma escolha honesta da nossa parte: não vamos publicar faixas de valor. Procuramos uma referência pública e verificável de preços para serviços de marketing digital em 2026 e não encontramos uma que pudesse ser citada com segurança. Preferimos explicar os fatores do que inventar número.
Existe tabela oficial de preço de agência?
Existe referência, mas não tabela obrigatória. O Sindicato das Agências de Propaganda do Estado de São Paulo publica todo ano o documento Valores Referenciais de Serviços Internos, apresentado como a principal referência para precificar serviços de agências de propaganda. Só que esse material é referencial, não obrigatório, e fica disponível apenas para agências associadas ao sindicato.
Na edição 2024/2025, a cobertura da imprensa do setor mostrou que o documento inclui produção e serviços digitais, planejamento, branding, materiais gráficos e audiovisual, com reajuste de 4% sobre a edição anterior. A própria entidade reforça que a definição dos valores praticados fica a cargo de cada agência, de acordo com estrutura, serviços e perfil do cliente.
Ou seja: se alguém disser que “a tabela manda cobrar tanto”, vale pedir para ver. Na prática, cada agência monta o próprio preço.
Os 4 modelos de cobrança mais comuns
Antes de comparar valores, compare modelos. Duas propostas com o mesmo número podem esconder estruturas bem diferentes.
Fee mensal
Fee mensal é um valor fixo pago todo mês por um escopo recorrente, como gestão de redes sociais, gestão de anúncios ou atendimento full service. É o modelo mais comum para trabalho contínuo. A vantagem é previsibilidade dos dois lados. O cuidado é ter o escopo bem escrito: quantas peças, quantas campanhas, quantas reuniões.
Projeto fechado
Um valor para uma entrega com começo, meio e fim: site, landing page, identidade visual, vídeo institucional, ensaio fotográfico. Costuma ser pago em parcelas por etapa. O cuidado aqui é entender quantas rodadas de ajuste estão incluídas e o que acontece depois da entrega (manutenção, hospedagem, atualizações).
Hora técnica
Cobrança pelo tempo efetivamente trabalhado. Mais comum em consultoria, demandas avulsas ou ajustes pontuais. É justo quando a demanda é imprevisível, mas exige confiança e controle de horas.
Percentual sobre mídia
A agência cobra uma porcentagem sobre a verba de anúncios que gerencia. Esse modelo tem origem na publicidade tradicional: as Normas-Padrão da Atividade Publicitária do CENP preveem um “desconto padrão de agência” não inferior a 20% concedido pelos veículos de comunicação às agências certificadas, e honorários de 15% sobre serviços contratados com fornecedores externos. No digital, é comum ver o percentual combinado com um fee mínimo.
Verba de mídia não é o preço da agência
Esse é o mal-entendido mais caro do mercado. Quando você contrata gestão de tráfego, existem duas contas diferentes:
- Fee da agência: o pagamento pelo trabalho de planejar, criar, configurar, otimizar e analisar.
- Verba de mídia: o dinheiro que vai para o Google, a Meta ou outra plataforma, para os anúncios aparecerem.
A verba de mídia funciona como leilão. No Google Ads, por exemplo, você define um orçamento diário médio por campanha, e a plataforma pode gastar até 2 vezes esse valor num dia de mais demanda, mas respeita um limite mensal de 30,4 vezes o orçamento diário médio na maioria das campanhas. O custo de cada clique varia com a concorrência, e o CPC médio é simplesmente o custo total dividido pelo número de cliques.
Por isso, uma proposta séria sempre separa as duas coisas. E o ideal é que a verba seja paga direto pela sua empresa, no cartão ou boleto da conta de anúncios que está no seu nome. Se quiser ajuda para chegar no número da mídia, a gente tem um guia sobre quanto investir em anúncios.
O que entra no preço de uma agência
Quando uma proposta custa mais que outra, normalmente é por um destes fatores:
Escopo e volume
Quantos canais (Instagram, LinkedIn, Google, Meta, site, e-mail), quantas peças por mês, quantas campanhas ativas. Social media com 8 posts estáticos é um trabalho; com 12 posts, reels e stories diários é outro. A gente detalha esse caso específico no guia quanto custa social media.
Quem faz o trabalho
Profissional sênior custa mais que júnior. Time interno custa diferente de operação terceirizada. Pergunte quem vai atender sua conta e quantos clientes essa pessoa acompanha ao mesmo tempo.
Produção audiovisual
Foto e vídeo próprios mudam o preço e o resultado. Uma agência que usa só banco de imagem gasta menos tempo; uma que grava na sua empresa ou em estúdio entrega conteúdo com gente de verdade, mas tem custo de produção, equipamento e edição.
Estratégia e análise
Relatório que liga anúncio a venda, reunião mensal de análise, testes A/B, configuração de conversões e integração com CRM levam horas. Agências muito baratas costumam cortar justamente essa parte.
Ferramentas
Agendamento, design, edição de vídeo, análise de dados, monitoramento de concorrentes. Parte disso entra no fee.
Complexidade do negócio
Vender para indústria em ciclo longo, com vários decisores, exige um trabalho diferente de vender delivery no bairro. Setores regulados, como saúde e financeiro, pedem cuidado extra com a comunicação.
Urgência e prazo
Lançamento em duas semanas custa mais que planejamento com três meses de antecedência.
Quanto da sua receita vai para marketing?
Não existe percentual mágico, e a gente prefere não repetir números que circulam sem fonte. O caminho mais seguro é partir do objetivo e trabalhar de trás para frente:
- Defina a meta. Quantos clientes ou pedidos novos você quer por mês?
- Olhe sua conversão. De cada 10 contatos, quantos viram venda?
- Estime o custo por contato com base no histórico ou num teste inicial de mídia.
- Calcule a verba necessária para gerar os contatos que a meta pede.
- Some o fee da agência e compare com a margem que essas vendas trazem.
Esse raciocínio depende de meta definida, o que ainda é exceção. No Panorama de Marketing e Vendas 2025 da RD Station, 33% das empresas disseram trabalhar sem metas definidas. Sem meta, qualquer preço parece caro, porque não há com o que comparar.
Como comparar propostas sem cair na mais barata
Proposta barata pode sair cara. Proposta cara pode ser só cara. Para comparar com justiça, coloque as propostas lado a lado e confira:
- O escopo está em números (peças, campanhas, reuniões, rodadas de ajuste)?
- Fee e verba de mídia estão separados?
- Está claro se há cobrança sobre a verba de mídia e qual o percentual?
- As contas de anúncio e os perfis ficam no nome da sua empresa?
- Inclui configuração de conversões e relatório ligado a contato e venda?
- Inclui produção de foto e vídeo, ou só peças com banco de imagem?
- Prazo mínimo, aviso prévio e regra de reajuste estão escritos?
- Há custos extras previstos (ferramentas, impulsionamento, deslocamento, produção)?
- Você sabe quem vai atender a conta no dia a dia?
O Sebrae/PR, em artigo sobre como escolher agência de marketing digital, faz um alerta que vale para preço: desconfie de quem promete resultado surpreendente por um preço baixo. Alguém sempre paga a conta, e normalmente é a atenção dedicada ao seu negócio.
Se você ainda está na fase de escolher com quem conversar, o nosso guia para escolher agência de marketing em Curitiba cobre cases, contrato e sinais de alerta.
Agência, freelancer ou time interno: o custo real
Comparar só o valor da mensalidade engana. Cada formato tem custos que não aparecem na primeira conta.
Para muita empresa de Curitiba, o caminho que funciona é misto: uma pessoa interna que conhece o negócio e uma agência que traz especialistas e produção. A gente aprofunda essa conta no artigo agência ou equipe interna.
Como a Akae monta uma proposta
A gente não publica tabela porque não existe pacote que sirva para todo mundo. O que a gente faz é sempre o mesmo processo: conversa sobre objetivo e momento da empresa, diagnóstico rápido dos canais atuais, e uma proposta com escopo em números, fee separado da verba de mídia e contas sempre no nome do cliente.
No Grupo Akae, agência full service em Curitiba, quem cuida dos anúncios é a Ana, uma das fundadoras, e a parte de vídeo fica com o Kauê, que usa o estúdio próprio da agência no Ahú. Isso entra na conta de forma transparente: você sabe quem faz o quê e quanto custa cada frente. Se quiser entender o que está incluído na gestão de anúncios, a página de tráfego pago mostra como a gente trabalha.
Perguntas frequentes
Quanto custa uma agência de marketing por mês?
Depende do escopo, dos canais, da senioridade do time e do modelo de cobrança. Não existe tabela oficial obrigatória no Brasil, e as referências de sindicatos como o Sinapro-SP são só para orientação e restritas a associados. Peça propostas com escopo detalhado e compare entregas, não só o número final.
A verba de anúncios está incluída no valor da agência?
Normalmente não. O fee paga o trabalho da agência, e a verba de mídia vai direto para Google, Meta ou outras plataformas. Uma proposta transparente mostra as duas coisas separadas e indica se há algum percentual cobrado sobre a verba.
O que é fee mensal de agência?
É um valor fixo pago todo mês em troca de um escopo recorrente, como gestão de redes sociais, gestão de anúncios ou atendimento full service. Funciona bem quando o contrato descreve com números o que está incluído: peças, campanhas, reuniões e rodadas de ajuste.
É melhor pagar por percentual de mídia ou fee fixo?
Fee fixo dá previsibilidade e não cria incentivo para aumentar a verba. Percentual de mídia acompanha o tamanho da operação e faz sentido em contas com investimento alto. Muitas agências usam um modelo híbrido, com fee mínimo mais percentual.
Por que propostas de agências têm preços tão diferentes?
Porque quase nunca entregam a mesma coisa. Mudam o volume de peças, a quantidade de canais, quem executa, se há produção própria de foto e vídeo, se há análise ligada a vendas e quais ferramentas estão incluídas. Comparar só o valor final costuma levar à escolha errada.
Agência barata vale a pena?
Pode valer para uma demanda pequena e bem definida. O risco é que preço muito abaixo do mercado normalmente significa muitos clientes por profissional, pouco tempo de análise ou produção genérica. Confira escopo, cases e quem vai atender a conta.
Fale com a Akae
Se você quer saber quanto custaria o marketing da sua empresa, o jeito mais honesto é conversando. Você conta o objetivo e o momento, a gente monta uma proposta com escopo claro e diz com sinceridade se faz sentido trabalhar juntos.
É só chamar pela página de contato. Se preferir conhecer a gente pessoalmente, o estúdio fica na Rua Alberto Folloni, sala 7, no Ahú.
Humanidade que performa.
Fontes e referências
- Sinapro-SP, Valores Referenciais de Serviços Internos
- Abramark, Sinapro-SP apresenta edição atualizada do documento “Valores Referenciais de Serviços Internos”
- CENP, Normas-Padrão da Atividade Publicitária (versão publicada pelo Sinapro-SP)
- Ajuda do Google Ads, Sobre os orçamentos diários médios
- Ajuda do Google Ads, Custo por clique médio (CPC médio): definição
- Promoview, RD Station lança o Panorama de Marketing e Vendas de 2025
- Sebrae/PR, Como escolher uma agência de Marketing Digital?

