
Uma boa agência de e-commerce em Curitiba é a que trabalha olhando margem, não só faturamento. Antes de contratar, avalie se ela domina ROAS, CAC, LTV e taxa de conversão, se sabe operar catálogo no Google Shopping e no Meta, se cuida de remarketing, foto de produto e recompra por e-mail e WhatsApp, e se mostra relatório que você entende.
Uma dúvida comum de quem tem loja virtual em Curitiba é esta: “estou investindo em anúncio, o faturamento até sobe, mas não sei se estou ganhando dinheiro”. Às vezes é uma marca de moda que nasceu no Instagram, às vezes uma indústria da CIC que decidiu vender direto para o consumidor, às vezes um lojista do Centro que abriu o site para não depender só do balcão.
O problema quase nunca é falta de agência. É falta de critério para escolher uma. Este guia é o que a gente, do Grupo Akae, agência em Curitiba, acha que você precisa avaliar antes de assinar qualquer contrato.
O que é uma agência de e-commerce (e o que ela não é)
Uma agência de e-commerce é uma empresa que planeja e executa as ações que fazem uma loja virtual vender com lucro: anúncios, catálogo de produtos, conteúdo, foto, otimização do site, e-mail, CRM e leitura de dados. O foco não é “ter presença”. É vender, recomprar e manter o custo de aquisição sob controle.
Ela não é, necessariamente, quem desenvolve a plataforma. Muitas agências trabalham sobre lojas já prontas em Shopify, Nuvemshop, VTEX, Tray ou WooCommerce, e chamam um parceiro técnico quando é preciso mexer em código. Vale perguntar isso logo no início, porque é uma das principais fontes de desencontro.
O e-commerce brasileiro em números: por que a disputa ficou mais cara
O mercado cresce, e a concorrência cresce junto. Segundo a ABIACOM (novo nome da antiga ABComm, que mudou de nome em outubro de 2025), o e-commerce brasileiro faturou R$ 235,5 bilhões em 2025, alta de cerca de 15,3%, com 438,9 milhões de pedidos, ticket médio de R$ 536,60 e 94,2 milhões de compradores. Para 2026, a entidade projeta R$ 258,4 bilhões.
O IBGE confirma o movimento pelo lado do consumidor: em 2025, 52,7% dos usuários de internet compraram ou encomendaram algo online, a primeira vez que a proporção passou da metade. Em 2024 eram 47,9%.
E a NIQ Ebit, no relatório Webshoppers 50, já mostrava em 2024 que 61,8% das compras online combinavam site e aplicativo. O cliente transita entre canais, e a loja precisa estar pronta para isso.
Agora, o dado que mais importa para quem vende pelo próprio site. Na pesquisa E-Consumidor 2026, da Opinion Box com a Nuvemshop, 74% dos entrevistados disseram que os marketplaces são o primeiro contato com compras online, e 56,4% acreditam que os melhores preços estão lá. Ao mesmo tempo, anúncios em redes sociais lideram a descoberta de produtos (65,3%), seguidos de indicação (48,8%) e anúncios no Google (38,1%).
Tradução: a loja própria precisa de motivo para existir além do preço. Marca, conteúdo, atendimento e recompra. É aí que uma agência faz diferença ou não.
As métricas que a agência precisa dominar (e mostrar para você)
Se a agência só fala de alcance, curtida e clique, desconfie. E-commerce se mede em dinheiro. Estas são as métricas que precisam estar no relatório:
O Google define o ROAS desejado como o valor médio de conversão que você quer receber a cada real gasto em anúncios. No exemplo da própria documentação, R$ 5 em vendas para cada R$ 1 investido equivalem a um ROAS de 500%.
O erro clássico: ROAS bonito, margem negativa
ROAS sozinho engana. Um ROAS de 5 parece ótimo, mas se a sua margem de contribuição (depois de produto, frete, impostos, taxa da plataforma e gateway) é de 18%, sobra pouco ou nada depois da mídia. A agência certa começa pela sua planilha de margem, não pelo painel de anúncios. Ela calcula com você o ROAS de equilíbrio e só depois define meta.
Sobre o abandono de carrinho: o Baymard Institute compila 50 estudos e chega a uma taxa média documentada de 70,22% (atualizada em setembro de 2025). O principal motivo, citado por 40% de quem abandonou, são custos extras como frete e taxas. No Brasil, a E-Consumidor 2026 aponta o mesmo: frete caro é o maior motivo de desistência, mencionado por 57%.
Catálogo e Google Shopping: onde a venda começa
Para quem vende produto físico, o catálogo é o coração da mídia paga. Os anúncios do Shopping, segundo a Ajuda do Google Ads, usam os dados de produtos do Merchant Center para decidir onde e como aparecer, mostrando foto, título, preço e nome da loja. Não dependem de palavra-chave como os anúncios de texto.
Isso significa que a qualidade do feed decide a campanha. Uma agência de e-commerce séria deve:
- Revisar títulos de produto com os termos que o cliente realmente busca
- Corrigir reprovações e avisos no Merchant Center
- Separar produtos por margem e giro, para não gastar verba igual em tudo
- Manter preço e estoque sincronizados com a loja
- Usar fotos limpas, que funcionam em tamanho pequeno
Quer se aprofundar em mídia para loja virtual? Veja como funciona o tráfego pago da Akae.
Remarketing: falar de novo com quem já quase comprou
Remarketing é mostrar anúncio para quem já visitou sua loja, viu um produto ou abandonou o carrinho. No Meta, isso é feito principalmente com os anúncios de catálogo Advantage+, que exibem automaticamente os produtos do seu catálogo para as pessoas com maior chance de comprar. No Google, o Performance Max e as listas de público cumprem papel parecido.
O que avaliar na agência:
- Ela configurou o pixel e a API de conversões corretamente, com eventos de visualização, carrinho e compra?
- Separa remarketing de prospecção no relatório? Remarketing quase sempre tem ROAS mais alto e pode maquiar o resultado geral.
- Tem limite de frequência para não perseguir o cliente por semanas?
- Trabalha janelas diferentes (quem viu ontem, quem viu há 30 dias)?
Foto de produto: o vendedor que trabalha 24 horas
No e-commerce, a foto faz o papel que o vendedor faz na loja física. É ela que mostra textura, tamanho, acabamento e uso. E ela aparece em todo lugar: no site, no Shopping, no catálogo do Meta, no marketplace, no e-mail.
Na prática, uma loja precisa de três tipos de imagem:
- Foto em fundo neutro: padronizada, para catálogo e Shopping.
- Foto em uso ou ambientada: produto no contexto real, para anúncio e rede social.
- Vídeo curto: demonstração, unboxing, detalhes que a foto não mostra.
Muita agência terceiriza essa parte, e a conta fica cara e lenta. Aqui na Akae a produção acontece no nosso estúdio de foto e vídeo no Ahú, o que encurta o caminho entre a ideia do anúncio e a peça pronta.
CRM, e-mail e WhatsApp: onde mora o lucro
Conquistar cliente novo é a parte cara. Fazer ele comprar de novo é onde o e-commerce fica saudável. Se o LTV sobe, você pode pagar um CAC maior e ainda assim lucrar.
Os fluxos básicos que toda loja deveria ter rodando:
- Boas-vindas: para quem se cadastrou e ainda não comprou
- Carrinho abandonado: e-mail e, quando autorizado, WhatsApp
- Pós-compra: agradecimento, acompanhamento de entrega, pedido de avaliação
- Recompra: lembrete no tempo certo para produtos de consumo recorrente
- Reativação: para quem não compra há meses
A E-Consumidor 2026 mostra que programas de pontos são a estratégia de fidelidade preferida por 32,8% dos consumidores. Não é obrigatório ter um, mas é obrigatório ter algum motivo para o cliente voltar.
Plataforma: a agência precisa conhecer a sua (ou ser honesta sobre isso)
Cada plataforma tem limites e integrações diferentes. Shopify e Nuvemshop são comuns entre marcas pequenas e médias; VTEX aparece mais em operações maiores; Tray e WooCommerce têm seu espaço. Não existe plataforma certa no abstrato, existe a que cabe no seu tamanho e na sua equipe.
O ponto aqui é outro: a agência sabe instalar e conferir pixel, feed e eventos de compra na sua plataforma? Sabe ler o checkout e apontar onde o cliente desiste? Se a resposta for “isso é com o desenvolvedor”, tudo bem, desde que fique claro quem faz o quê. O que não pode é a responsabilidade cair no vazio.
O que perguntar à agência antes de contratar
Checklist para levar na reunião:
- Vocês trabalham com e-commerce hoje? Posso conversar com um cliente atual?
- Qual métrica principal vocês vão acompanhar comigo: ROAS, CAC, margem?
- Como calculam o ROAS mínimo que paga a minha operação?
- Quem acessa as contas de anúncio? (Elas devem ficar no nome da sua empresa.)
- Vocês cuidam do feed de produtos e do Merchant Center?
- Como separam prospecção, remarketing e cliente recorrente nos relatórios?
- Quem produz foto e vídeo? Tem custo à parte?
- Vocês fazem e-mail e CRM ou só anúncio?
- Com que frequência temos reunião e relatório?
- O que acontece se o resultado não vier nos primeiros meses?
Tem uma lista ainda mais completa no guia agência de marketing em Curitiba: como escolher sem errar.
Sinais de alerta
- Promessa de ROAS ou faturamento antes de ver seus números
- Relatório só com alcance, impressão e clique
- Contas de anúncio no nome da agência
- Ninguém pergunta sobre margem, frete ou estoque
- Toda a estratégia é “aumentar a verba”
Agência de e-commerce em Curitiba: por que estar perto ajuda
Dá para contratar agência de qualquer lugar do país. Mas para muitas lojas de Curitiba e região, a proximidade faz diferença em coisas concretas:
- Produção: levar o produto ao estúdio no mesmo dia, sem frete de mostruário.
- Contexto regional: o Sul tem clima, sazonalidade e hábitos de compra próprios. O inverno curitibano pesa no calendário de coleções e campanhas.
- Indústria indo para o D2C: muitas fábricas da CIC, de São José dos Pinhais e de Araucária estão abrindo venda direta ao consumidor e precisam de alguém que entenda tanto de B2B quanto de varejo online.
- Reunião presencial quando importa: planejamento de Black Friday, lançamento de coleção, revisão de margem.
Proximidade não substitui competência. Mas, com as duas juntas, a conversa fica mais rápida e mais honesta.
Perguntas frequentes
O que faz uma agência de e-commerce?
Planeja e executa as ações que fazem uma loja virtual vender com lucro: anúncios no Google e no Meta, gestão de catálogo, remarketing, conteúdo, foto de produto, e-mail e leitura de métricas. Algumas também cuidam de site e plataforma; outras trabalham com um parceiro técnico.
Qual é um bom ROAS para e-commerce?
Não existe número universal. O ROAS bom é o que paga a sua margem de contribuição e ainda sobra lucro. Uma loja com margem alta pode operar bem com ROAS menor do que uma loja com margem apertada. Por isso a conta começa pela sua planilha de custos.
Quanto tempo leva para uma agência de e-commerce mostrar resultado?
Os primeiros sinais, como correção de feed, rastreamento e queda de desperdício, costumam aparecer nas primeiras semanas. Resultado consistente depende de volume de dados, sazonalidade e da qualidade do site. Desconfie de quem promete prazo exato sem conhecer sua operação.
Preciso estar no marketplace se tenho loja própria?
Depende do produto e da margem. A E-Consumidor 2026 mostra que 74% dos consumidores começam pelos marketplaces, então eles podem servir como vitrine e canal de entrada. A loja própria continua importante para marca, margem e relacionamento com o cliente.
Vale contratar agência de e-commerce em Curitiba ou pode ser de fora?
Pode ser de qualquer lugar, desde que domine métricas de e-commerce. A vantagem de uma agência local é a produção de foto e vídeo mais ágil, reuniões presenciais em momentos-chave e entendimento da sazonalidade do Sul.
A agência precisa ter acesso à minha plataforma de e-commerce?
Sim, pelo menos para instalar e conferir pixel, eventos de conversão e feed de produtos. O ideal é dar acesso com usuário próprio e permissões limitadas, e manter as contas de anúncio sempre no nome da sua empresa.
Fale com a Akae
Se você tem uma loja virtual em Curitiba ou região e quer uma segunda opinião sobre o que está funcionando, a gente pode olhar junto. O Grupo Akae cuida de tráfego pago, conteúdo e produção de foto e vídeo no próprio estúdio, com o olho na sua margem e não só no faturamento.
Sem compromisso e sem promessa fácil: a gente conversa, entende sua operação e diz com honestidade se faz sentido trabalhar junto. É só falar com a gente pelo contato.
Humanidade que performa.
Fontes e referências
- Mundo do Marketing, E-commerce brasileiro cresce 15,3% e fatura R$ 235,5 bilhões em 2025 (dados ABIACOM)
- E-Commerce Brasil, E-commerce deve faturar cerca de R$ 260 bilhões em 2026, projeta estudo
- Grandes Nomes da Propaganda, ABCOMM muda para ABIACOM apostando em I.A.
- IBGE Agência de Notícias, Proporção de usuários da internet no país ultrapassou 90% da população de 10 anos ou mais, em 2025
- E-Commerce Brasil, Webshoppers: e-commerce vende R$ 160,3 bilhões no 1º semestre (NIQ Ebit)
- E-Commerce Brasil, Consumidor digital entra em 2026 mais exigente e multicanal (E-Consumidor 2026)
- Baymard Institute, Cart Abandonment Rate Statistics
- Ajuda do Google Ads, Sobre os lances de ROAS desejado
- Ajuda do Google Ads, Sobre anúncios do Shopping
- Meta for Business, Anúncios de catálogo Advantage+

